segunda-feira, 3 de maio de 2010

Portifólio

Melhor que me culpe, que cuspa no meu rosto e o marque com os seus dedos. Que fique nele a impressão de dor, não a expressão. Meu blush é uma bofetada, meu batom são meus lábios sangrando e minha sombra são meus olhos roxos. Estou maquiada para a vida, essa que aprendi que para ser vivida tem que ser profunda e desesperadamente sentida.
Gosto quando me arranca pela cintura, fico meio mulher meio objeto em seus braços, corpo latejando em suspiros graduais que terminam em gemidos de amor e ódio. Gafieira de dor pelo asfalto, de fechar os olhos e imaginar algum Jards Macalé me fazendo sambar, enquanto você me toca violentamente como um violão num show de rock, desses de garagem, frustrado. Os dedos vão fundo, eu minto e peço que agora você venha fundo, põe tudo. Você acredita, eu choro baixinho. Costumava ser bom enquanto por dentro eu não era carne morta nem por fora carne viva
enquanto eu me amava
e não te amava

15 comentários:

HugoCrema disse...

Jards Macalé na Augusta toca num bandoneón um tango de uma frase: o vento paralisou; e Joyce opera um realejo viciado, que só entrega uma mensagem: não foi contemplado desta vez, mas quem sabe de uma próxima.

Marcelo Mayer disse...

e minhas pernas aqui explodem

Francisco Jamess disse...

podia voltar pra comentar daqui a meia hora. que é o tempo que eu levo pra entender cada palavra dos seus textos sem reler. absorver aos poucos é melhor.

só vou dizer que tá bom agora porque se não depois eu não volto, e você me chama de filho da puta.

Daiana Costa disse...

Todo mundo tem alguma coisa a esconder...

que não seja o amor próprio.

Junker disse...

na augusta rola isso direto! Mas la nao tem amor em lugar nenhum.

V. Linné disse...

Mistura de dama e vagabunda. Contrários que se fundem em dor, paixão e desespero carmesim.

Gostei imensamente.

- - -

Ah, Katrina.
Enviei um e-mail em resposta ao seu lá para o "Desce mais um".
Abraços.

Stella Rodrigues disse...

Cada palavra e a gente vai se surpreendendo mais. Até que chega no final e a bomba. É terrivel quando a gente se doa demais pras pessoas e acabamos por se importar mais com elas do que com nós mesmas.

Maria Vieira disse...

merda sentir isso.

sarah disse...

tão intenso, sensível..
tudo és emoção!

Mai disse...

As vezes amor é garra e amar é marra. Novamente - em vermelho - um texto de amor bandido.

Débora Cecília disse...

o pior: é um caminho sem volta!

Luna Sanchez disse...

Ah, eu também gosto assim! ^^

Beijo, beijo.

ℓυηα

Marcel Hartmann disse...

uau.

muito intenso, putz.

Anônimo disse...

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Sentilavras disse...

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