sexta-feira, 21 de maio de 2010

Blues Sugar Blues

He's not much on looks
He's no hero out of books
But I love him
Yes, I love him
(Billie Holiday- My man)




Retiro com pressa e avidez de uma amante insaciável os teus versos sujos & as tuas prosas doentias e vou desabotoando um por um esses teus complexos de cão solitário que vaga pela madrugada quase rasgando o teu alcoolismo vagabundo enquanto meus dedos vão procurando os teus antigos amores que vá lá saber
se realmente são antigos ou se foram de fato amores & os meus lábios vão se aprofundando nos teus lábios mofados de blues,
doce blues
e vão se perdendo em seu pescoço,
sugar blues
& vão de aproximando de toda a inspiração,
blues sugar blues
ali onde meus lábios não vão ser lábios mas apenas dois leves pedaços de carne, porque nossos corpos vão ser apenas carnes sobrepostas,
carnes que se invadem,
que se machucam freneticamente e não sentem dor
mas nós,
eu digo isso que é mais do que carne & sangue & fluídos,
seremos massa incorpórea, notas que vagam pelo ar saídas de uma guitarra, gaita, sax, seja o que for,
seremos jazz & blues
poesia mon amour em corpo de poema.

13 comentários:

Marcelo Mayer disse...

justamente porque foi um blues de 12 compassos e um jazz free time. os improvisos ficam mais sinceros.

Paulo Vitor Cruz disse...

"carnes que se invadem" ficou mto bom... me fez lembrar do Nelson... risas... (perdoe esse pobre mortal que relaciona tudo o q vê com o q viu anteriormente, tentando com isso de alguma forma compreender o mundo a sua volta...)

abraço grande.

Ale Danyluk disse...

Virar blues seria o final perfeito...

So beautiful.
Beijo
Ale

Mai disse...

"...He's no hero out of books
...Blues sugar blues..."
Palavras exatas tirando sons com perfeição.
's wonderful!

Márcio Bergamini disse...

Putaquepareo, que lixo! *.*

Intimidador. disse...

'Doi leves pedaços de carne... carnes que se invadem."

Gostoso. Sincero. E Como disse a Ale, virar blues, seria o final perdeito.

Saudade de viajar por aqui.

Maria Vieira disse...

o improviso é a mentira mais sincera mesmo.

Moska de Bar disse...

O blues é a flor que nasce da guia molhada. Partituras escritas com catarro, fumaça e sangue. Sempre soa agudo, em ouvidos apurados. E tem sempre uma mulher, do lado de dentro ou de fora dele. Pra mim.
Te beijo!

Natacia Araújo disse...

Partituras e notas escavando amores acesos...
Lindo pra caralho Ka!

Marcel Hartmann disse...

metalinguagem é tudo. e melhor ainda quando tem conteúdo. parabéns.

Anônimo disse...

tu mesmo indicou seu blog pra votação? uiui

Matheus N. disse...

ambos bebidos, e bêbados daí :*

Donhall disse...

Putz, gostei...

Não existe blues sem dor como não existe arte sem paixão. Digo paixão, não amor, e não estou sendo romântico.