quarta-feira, 22 de julho de 2009

So What.

Para B.B

12 segundos, um dia, 365 anos.
(ou todo o amor que houver nessa vida)


Sim, era Coltrane
pulmões dilascerados de tanto amor & tantos cigarros
elevando sua dor a mezzo forte noite após noite, em algum lugar esquecido pelo tempo em New Orleans onde
exausto
descansava sua solidão em algum seio prostituído que tocava
Art Blakey exorcisando toda a pureza do silêncio
com todos os corações apaixonados no ritmo da saudade.

Você disse que quando os pulsos são cortados o sangue não mancha o mundo & rasgado é o quadro de Da Vinci
e que eu era a heroína do seu jazz.
Loucura impressa em tantas poesias & prosas
misturas alucinógenas de paixão
chama incendiária que ainda queima
na mais tenra memória
de todos os sambas em prelúdio & tangos anacrônicos.

Ainda espero esse trem azul como todos os blues
nos salvar.

Sim, é Coltrane
Desgraçadamente nos lembrando
que a love supreme
sempre vai tocar na próxima estação do coração.

10 comentários:

Marcelo Mayer disse...

jazz não tem sentimento. é só putaria. e sem argumento que sentimento é relativo. não é
rs

Fábio disse...

B.B King, tenho certeza!
Que nada, sei de quem é. Então, ler isso é como ouvir no último volume a versão mais desesperada de A love Supreme, estendida em horas.
Espero que ele leia, apesar de que eu tenho certeza de já ter lido em seus olhos isso antes.

Francisco Jamess disse...

tô ouvindo Dizzy Gillespie...

deixando um pouco o Antônio José Martins de lado pra lembrar que jazz é bom.

próximo do álbum: Art Blakey.

Márcia(clarinha) disse...

Jazz tradução precisa do desesperado amor...

lindo dia flor
beijos

Bia disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
Psicose disse...

apesar de você mencionar coltrane isso cheira a blood on the tracks do dylan, o album dos corações partidos. Gostei. Agora com licença, deu vontade de ouvir um jazz, regado a um pouco de blues, quem sabe?

Vieira Calado disse...

Um poema em tons modernos

e muito bem escrito!

Bjs

Princesa disse...

" Viva de maneira que sua presença não seja notada, mas que sua ausência seja sentida ".

um beijo

Nadja Reis disse...

Eu também espero meu trem azul.


:*

Rodolfo Alves disse...

esse texto me fez sentir vontade de fazer que não costumo fazer normalmente... chamo isso de inspiração. =)