terça-feira, 9 de junho de 2009

Augusta, 472

o tempo percorre as calçadas e eu escorro pela rua e não reconheço a menina de tanto tempo do outro lado, ela me reconhece mesmo eu já não sendo a mesma
eu sorrio
todos esperam por algo
que assim como o que eu espero
não virá.


Entre as páginas mofadas
poesias e poeira
senti você comigo ali.


Desvio
do outro lado da rua encontro o seu olhar
atravesso
encontro o seu sorriso
aproximo
meu coração dispara
e atropela minhas emoções
Fujo sem dizer quem sou.

4 comentários:

Marcelo Mayer disse...

augusta, onde todos se desencontram quando param para um cigarro e uma cerveja.

Tato Barba disse...

Como não desencontrar corações na Augusta, se nela existe um universo paralelo de fumaça e corações?

Márcia(clarinha) disse...

tudo na Augusta toma maiores proporções, emoções, sensações, poesia e poeira...quem precisa ser reconhecido?

ritmo frenético, lindo!

beijos

JaqueFonseca; disse...

até porque não precisa dizer..