quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Para se deixar de lado e não mais olhar para trás.

Eu não direi nada a não ser o quanto suas mãos me feriram com o seu carinho ou o quanto eu me decepcionei por não ter sentido nada mais do que qualquer coisa sexual que amanhã ou depois sentirei por qualquer outra pessoa.
Eu não direi nada a não ser o quanto eu fui outra pessoa da qual eu sei que eu não sou e que isso certamente deixará vestígios dos quais serão visíveis em minha pele exposta, tanto por fora quanto por dentro.
Eu não direi nada a não ser o quanto de você há nos meus lábios, agora amargos e salgados, e que talvez esse sabor ficará até que eu me esqueça do toque dos seus lábios sobre os meus receptivos.
Eu não direi nada a não ser o quanto eu queria que tivesse sido a pena, eu digo, tudo vale a pena se a alma não é pequena, sabe, amar e correr riscos e lutar por isso, e não algo assim tão superficial que me envergonha de tão fútil, de tão barato e fácil como pedir cigarros falsificados ou cervejas para bêbados em bares longínquos.
Eu não direi nada disso quando estiver tão perto de você que os meus olhos estarão dentro dos teus, e eu sei que quando isso acontecer eu vou querer que eles saiam dali, porque eu sei que eles, por mais cegos e inúteis e astigmáticos que sejam, não merecem mais se sujar.

2 comentários:

Arthur disse...

Há,maisumadesgraçaamorosa
Você supera nêga.
Ajudo pagando a cerveja

Leandro Mayfair disse...

Adoro textos fortes, e mulheres fortes.
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você escreve muito bem, sabia? hehe
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adorei o fato de não querer dizer nada e dizer ao mesmo tempo. sou um pouco assim.
massa. bjô!